Ainda vivemos em uma sociedade que, silenciosamente, resiste a encarar o sofrimento emocional com a devida seriedade. Muitas pessoas seguem acreditando que sentimentos como tristeza, angústia, ansiedade ou solidão devem ser ignorados, superados “com fé” ou apenas vencidos pela força de vontade.
Mas a verdade é que a mente humana carrega histórias, dores e marcas que não podem ser racionalizadas ou silenciadas. A psique é feita de camadas — muitas vezes inconscientes — que influenciam diretamente nosso comportamento, nossas escolhas, nossos relacionamentos e até o modo como nos percebemos no mundo.
Como psicanalista clínica, posso afirmar com convicção: sintomas emocionais não surgem por acaso. Eles carregam mensagens, revelam conflitos internos e, muitas vezes, têm origem em vivências da infância, na forma como fomos acolhidos (ou não), nos vínculos que nos formaram e nas crenças que absorvemos ao longo da vida.
Dificuldades para se relacionar, repetições de padrões tóxicos, baixa autoestima, crises de ansiedade ou melancolia profunda — tudo isso precisa ser escutado com respeito, não julgado ou banalizado.
O que o sintoma quer dizer?
Na escuta psicanalítica, o sintoma não é um inimigo. Ele é um mensageiro. É como se algo dentro de nós, que não conseguimos nomear com clareza, começasse a se expressar por meio de dores psíquicas ou comportamentos repetitivos.
E por isso, o caminho da cura emocional começa com a coragem de olhar para dentro. De silenciar o mundo lá fora e criar um espaço seguro para escutar a si mesmo com profundidade.
Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)
Buscar apoio terapêutico não é sinal de fraqueza — é um gesto de amor próprio. É a escolha de cuidar da sua saúde emocional com a mesma seriedade com que cuidamos do corpo.
Se você sente que há algo dentro de você pedindo para ser compreendido, acolhido ou ressignificado, saiba que estou aqui para caminhar com você. O processo terapêutico é um convite à transformação — e tudo começa com o primeiro passo.
🧠 Agende sua sessão e permita-se ser escutado(a) com empatia, profundidade e respeito.
Neste artigo, proponho uma reflexão para desmistificar os principais mitos sobre a saúde mental e destacar a importância do acolhimento profissional, especialmente nos momentos em que o sujeito já não consegue elaborar sozinho o que sente. Exploraremos as diferentes abordagens terapêuticas, entre elas a terapia cognitivo-comportamental, a terapia interpessoal e, com mais ênfase, a psicanálise — uma escuta que vai além do sintoma, buscando compreender o sujeito em sua singularidade e trajetória inconsciente.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. Ao contrário, é um ato de coragem e lucidez. E, em muitos casos, é o primeiro passo para romper com padrões repetitivos que limitam o viver.
